O empresário, pastor e suplente de deputado federal Márcio Poncio comentou, em vídeo divulgado nas redes sociais, sobre o papel da política pública na valorização do trabalho de ambulantes e camelôs. A manifestação foi feita após uma pergunta enviada por Alex Rodrigues, que questionou quais ações poderiam ser adotadas para melhorar as condições de quem atua no comércio informal.
Na gravação, Poncio afirmou que existe espaço para avanços na criação de políticas voltadas ao setor e destacou que os trabalhadores ambulantes representam iniciativa e espírito empreendedor. Segundo ele, muitos começam nesse tipo de atividade por necessidade, mas também pela disposição de trabalhar e buscar melhores condições de vida.
“Ele não pede esmola. Ele quer trabalhar, produzir e ter dignidade. Isso deveria ser obrigação do poder público: criar condições para quem acorda cedo e não espera favor de ninguém”, declarou.
Durante o vídeo, o empresário também relembrou sua própria trajetória profissional. Ele contou que iniciou a vida de trabalho ainda na juventude, por volta dos 12 e 13 anos, quando vendia picolés e também atuava como engraxate. Para Poncio, o comércio de rua frequentemente representa o primeiro passo para quem deseja construir um caminho profissional.
Outro ponto defendido por ele foi a necessidade de organização do setor por meio de regras claras e equilibradas, capazes de garantir espaço aos ambulantes sem gerar conflitos com o comércio formal. Segundo Poncio, a regulamentação pode funcionar como um caminho para o crescimento desses trabalhadores.
“Regra justa não é inimiga do trabalhador. É uma ponte para que ele possa crescer”, afirmou.
Na avaliação do empresário, o Estado deve enxergar o trabalho ambulante como uma porta de entrada para o empreendedorismo e oferecer mecanismos que permitam a formalização e o desenvolvimento de pequenos negócios. Ele também citou exemplos de empresários que começaram a trajetória profissional como camelôs.
Ao final da mensagem, Poncio ressaltou que políticas públicas voltadas ao setor devem considerar a realidade de quem depende do comércio de rua para sustentar a família.
“Vocês fazem parte da força que move este Estado”, concluiu, direcionando a fala aos ambulantes do Rio de Janeiro.
